sábado, 28 de abril de 2012

A Roda do Ano, um novo olhar.


A concepção de bruxaria sempre foi e continua sendo um norteador de prática e reflexão. Hoje mesmo conversando com um aluno ele me questionou a diferença entre um bruxo e um mago, rapidamente a primeira coisa que me veio a mente foi a forma como um bruxo orienta seus trabalhos, como se conecta com as energias ao redor e como pode fazer uso consciente de toda essa forma, interagindo ao invés de coagir ou oprimir, que é o que as vezes eu percebo nas práticas de Alta Magia. Coloquei que existe uma espiritualidade, uma força, energia, o mago acaba sendo um cientista, cada coisa é calculada, pensada, medida e testada, um bruxo é um artista, trabalha com algo que é visceral, espontâneo, cru e baseia-se na interação.
                Sendo assim, o preceito básico de um bruxo é se orientar pela natureza ao redor, fazer parte dela e interagir com ela, da melhor maneira possível. A roda do Ano e a roda da Lua preenchem esta lacuna prática-espiritual, mas mesmo assim eu nunca me senti completamente satisfeito, por diversos motivos, um deles é o antigo dilema de rodar pelo norte ou pelo sul, uma discussão que já deu o que tinha que dar e fomentou muita transformação e reflexão necessária na época, hoje não é mais cabível, outro é uma questão cultural, sendo que a roda do ano é baseada principalmente na cultura celta, mesmo entendendo que são pontos anuais de referencia para muitas culturas ao redor do mundo, a tradição mais popular continua sendo a celta, o fato de basear os festivais em um calendário cristão não me deixou muito satisfeito também, de todas as coisas, esta é a que menos faz sentido pra mim. Como bruxo, me oriento pelo Sol e pela Lua, marcar meus rituais pelo calendário vigente não é compatível com a maneira como eu entendo a bruxaria, nossos ancestrais marcavam seus rituais nas luas cheias e nos marcos do Sol.
                Com tudo isso em mente e motivado fortemente pelo livro da Starhawk “The Earth Path” eu propus ao círculo de bruxaria em que participo o projeto de repensar a roda do ano, que está sendo basicamente observar a natureza ao redor para que possamos atribuir significado pessoal e mais congruente com a nossa realidade, tornando a magia eficaz, procurando a melhor maneira de alinhar-se toda essa energia que vibra ao redor e ir além, conseguir sincronizar práticas, crenças e ações nestes festivais, para criar marcos, estabelecer padrões que vão se enraizar com o tempo em cada um e atribuir significado religioso e prático a cada ponto de vista, a cada vivencia espiritual.
                Antes de mais nada, um bruxo está a serviço de sua comunidade. Mesmo que a nossa sociedade moderna não entenda os nossos meios, nosso foco ainda é (ou deveria ser) o mesmo, curandeiros, oráculos, parteiras, artesões, mulher e homem de medicina, agricultores, professores, sempre a serviço da comunidade. Os festivais solares eram celebrações agrárias, feitas para honrar, agradecer e reverenciar a terra. A espiritualidade vivida estava alinhada diretamente com a rotina de um povo todo, não era nada abstrato, era sim, puramente pragmático, motivados por uma necessidade real de sobrevivência unida com a consciência de interação com o espírito da terra e da natureza. Hoje em dia vejo isso mudando, Beltane é um festival sexual, Samhain é funerário, quase como uma “brincadeira do copo” viva e constante, Lughnasadh é meio deixado de lado por que não faz mais sentido as colheitas, tudo ficou muito mais abstrato, tudo ficou enclausurado dentro de um círculo que deveria seguir a prerrogativa de refletir internamente uma realidade externa, seguir a premissa de “o que está em cima é como o que está abaixo” o que não acontece na maioria das celebrações que eu tive a oportunidade de participar, é tudo muito mental, eu não gosto muito disso, pois nosso mundo está precisando de pessoas que ajam, pessoas que transformem o mundo com atitude, ações, práticas e saiam do intelectual. Bruxaria é por a mão na massa, sujar os dedos de tinta, dançar ao som da música das esferas, cantar a todo fôlego, reivindicar, protestar e viver, sempre, intensamente.
                Com tudo isso, a roda do ano se torna uma oportunidade de fazer algo, cada coisa em seu momento, sintonizada com a natureza ao redor, se torna um fardo mais leve pois tudo tem seu tempo certo. Separei os Solstícios e Equinócios (os festivais menores) representados e marcados pelo transito do sol pela terra, dos festivais maiores, que são um tipo de “boas vindas” para as estações. Com os Solstícios e Equinócios liguei um a cada elemento. No Equinócio de Outono, liguei com a água, o de Inverno com o ar, o de Primavera com a terra e o de verão com o fogo e em cada um a oportunidade de se conectar com o elemento, reavaliando, consagrando e reconhecendo a sacralidade de cada um, isso abre um leque de oportunidades e reconstrói os conceitos de preservação ambiental, com respeito, amor e devoção. Uma frase que me marca muito isso é a que fala que “Quando os mares e rios eram divindades, não eram poluídos” e é essa a idéia principal dos rituais para os elementos fortalecer esta conexão sagrada com cada um e com nós mesmos. Os festivais maiores relacionei conforme os antigos, a lua cheia em cada signo simboliza um marco energético de profunda transformação. O Sol no signo encontrando a Lua cheia. Lua cheia de Aquário, Touro, Leão e Escorpião. Um signo para cada elemento e uma oportunidade de realizarmos um encontro com a comunidade. Em todos eles práticas voltadas para a cura da comunidade, ações sociais, direcionamento energético e meditações são pontos chaves. 
                Mudar é preciso, agir é preciso, ser bruxo é isso, assumir a responsabilidade pela nossa comunidade, temos em nossa mão o poder de fazer diferente, de fazer acontecer! Somos Deuses, o que é impossível para nós, quando estamos juntos, unidos, de mãos dadas, num tempo que não é tempo, num lugar que não é lugar?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Buda – Gratidão, Serviço e Compaixão.


                Buda nasceu numa família real do reino do Himalaia, mais ou menos 600 anos antes de Cristo. Era ainda uma criancinha quando um velho sábio chamado Asita visitou o palácio.
Asita era um homem de Deus e trouxe as boas novas ao pai de Buda de que filho haveria de tornar-se o Salvador da Humanidade.
Buda então foi chamado de Príncipe Gautama. Seu pai deu ao Amado Filho todas as alegrias da vida. Desejava fazer dele um bom rei.
Mas Gautama achou que os prazeres do mundo não traziam a felicidade. Um dia, viu um homem velho, depois um doente e em seguida um cadáver.
Descobriu que todos os seres humanos estão sujeitos ao sofrimento e à morte.
Portanto, compreendeu que somente a felicidade espiritual podia tornar os homens realmente felizes. Deixou seu lar, a esposa e o filho para ir em busca da verdade espiritual.
No início, foi para as selvas distantes onde privou-se de alimentos e conforto.
Isto foi inútil, pois se o corpo fica enfraquecido, os poderes mentais também se debilitam. Foi sob uma árvore, Bodí, na Índia, após muita meditação, que Buda recebeu a iluminação.
Daquele dia em diante iniciou Sua grande missão de salvar a humanidade do sofrimento.
Disse aos homens para purificarem suas almas e suas mentes.
Ensinou-lhes como evitar a voracidade e a desonestidade e que compreendessem que este mundo de sofrimento era um lugar onde todos deviam se preparar para as alegrias e felicidades espirituais e eternas.
Deu-nos um exemplo com Sua própria vida abençoada. Quando estava sentado sob a árvore, em meditação, Mara, o espírito mau, tentou-o, oferecendo-Lhe as riquezas do mundo e os prazeres dos sentidos. Mas Buda, o Iluminado, sobrepujou as forças do mal.
Seu poder era o poder do espírito. Através de Seus ensinamentos maravilhosos, Buda ajudou a milhões de pessoas de várias nações a alcançarem a salvação espiritual.
Nos dias de Buda, os habitantes de Seu país estavam lutando uns contra os outros, em nome da divindade. Tinham até inúmeros deuses e deusas para adorarem. Buda sabia que o caminho para Deus era unicamente aquele indicado pelos Seus Manifestantes.
Ele, sendo um Manifestante de Deus, não queria que Seu povo lutasse contra si mesmo, em nome de um Deus que não seria conhecido senão através d’Ele próprio, Buda.
Como um sábio instrutor, silenciou sobre Deus, para evitar discussões estéreis entre o povo, mas conclamou a todos para obedecê-Lo, como Manifestante da verdade. Desta maneira conseguiu unir a milhões de pessoas, que antes estavam divididas entre si, quer seja em nome de Deus ou em nome das castas.

Disse Buda:

"Uma pessoa não se torna um [bramâne] por nascimento. Ninguém é pária pelo berço. A pessoa torna-se Brahmani pelas suas ações e transforma-se em pária por seus próprios atos."
Um pouco antes de deixar esta terra, Buda fez uma grande promessa para Seus seguidores, que estavam temerosos que Sua causa fosse extinguir-se gradualmente.

Disse Ele:

"Não sou o primeiro Buda que existiu na terra, nem serei o último. No tempo devido outro Buda levantar-se-á no mundo, um santo, um ser divinamente iluminado, dotado de sabedoria em sua conduta, benigno, conhecendo o universo, um líder incomparável dos homens, um mestre dos anjos e dos mortais. Ele vos revelará as mesmas verdades eternas que vos ensinei. Ele vos pregará esta religião, gloriosa em sua origem, gloriosa em seu climáx, gloriosa em seus objetivos, tanto no espírito como na forma. Ele proclamará uma vida religiosa tão pura e perfeita como a que agora proclamo. Seus discípulos serão contados em milhares, enquanto que os Meus contam-se em centenas."
Esta promessa trouxe esperança aos budistas, de que não seriam deixados sozinhos na terra, mas que receberiam a luz orientadora de outro glorioso Buda. Buda está agora pleno em sua morada eterna, porque vê Sua gloriosa promessa cumprida em Bahá’ú’lláh - a Glória de Deus.
Buda não é o nome de uma pessoa, mas um título: significa "aquele que sabe a verdade" ou "aquele que despertou", aplicado a alguém que atingiu um nível superior de entendimento. Dessa forma, houve vários budas na história do budismo. De todos, o primeiro, Sidarta Gautama, é considerado o mais brilhante e também o fundador do budismo, no século 6 a.C., isto é, há mais de 2.600 anos.
A história desse personagem é mesclada de lendas, pois naquela época não havia a preocupação de fazer registros de fatos. Sabe-se que o príncipe Sidarta ("aquele que realiza todos os desejos") nasceu em Lumbini, região localizada nas planícies de Terai, no norte da Índia, território hoje pertencente ao Nepal. Era filho dos reis da dinastia Sakia. Sua mãe, a rainha Maya, morreu sete dias após o parto.
O reino dos Sakia era apenas uma pequena tribo que estava ameaçada de ficar sob o governo das potências vizinhas. Por isso, esperava-se que Sidarta se tornasse um líder político e guerreiro. Mas o jovem príncipe logo demonstrou uma tendência à meditação, ao pensamento filosófico e espiritual.
Preocupado, seu pai, o rei Sudoana, tentou afastá-lo desse caminho. Providenciou para que Sidarta se casasse cedo e vivesse rodeado de luxo, afastado dos problemas da população. Também deu-lhe treinamento especial em literatura e artes marciais.
Foi em vão. Tudo isso só fortaleceu a convicção do príncipe de que a vida só podia oferecer vaidade e sofrimento. Ao atravessar a cidade ele teve contato com a realidade da velhice, da doença, da miséria e da morte. Sidarta entrou em profunda crise existencial: toda sua vida lhe pareceu uma mentira. Com isso, aos 29 anos, deixou seu palácio e título, e iniciou sua busca para atingir a iluminação, para desvendar o problema do sofrimento humano.
Em suas andanças, havia encontrado um monge que vivia de esmolas e observara que apesar da situação miserável, ele tinha um olhar sereno. Assim, juntou-se a um grupo de brâmanes (sacerdotes da religião hindu) dedicados a uma vida ascética, isto é, feita de orações, privações, muita disciplina e mortificações. Mortificar-se é castigar o corpo com jejuns, provocar o próprio sofrimento físico e mental, torturar-se como meio de inibir certos desejos.
Sidarta passou seis anos aprendendo tudo que esses religiosos tinham para lhe ensinar. E percebeu que mortificar-se era inútil: levar o organismo a limites extremos de dor e privação não conduzia à compreensão da vida para atingir a libertação do sofrimento. Essa situação era o extremo oposto do que ele já havia experimentado, ao viver entre excesso de prazeres na corte de seu pai. Foi assim que o místico chegou ao conceito de Caminho do Meio, a busca de uma forma de vida equilibrada, com disciplina suficiente para evitar esses extremos de prazer e dor, pois ambos impediam a clareza de pensamento.
Os brâmanes ficaram escandalizados com esse conceito e o abandonaram. Sozinho, ele prosseguiu e procurou conhecer a si mesmo. Diz a lenda que Sidarta se sentou para meditar sob uma figueira, a árvore Bodhi. Ali, conheceu a dúvida sobre o sucesso de sua empreitada, ao ser questionado pelo demônio chamado Mara, que simboliza o mundo das aparências e é representado em muitas ilustrações na forma de uma cobra naja.
Diz a lenda que Mara ofereceu o nirvana a Sidarta, o estado permanente e definitivo de beatitude, felicidade e conhecimento. Essa era a meta suprema do homem religioso, obtida através de disciplina ascética e meditação. A oferta foi tentadora, mas Sidarta percebeu que isso o levaria a se distanciar do mundo e o impediria de passar seus ensinamentos adiante.
E não era essa sua intenção: ele estava ligado a todos os homens, todos eram seus irmãos e irmãs que precisavam de orientação para viver melhor.
Assim Sidarta se transformou, por volta dos 40 anos, no Buda, o iluminado. Começou na cidade de Benares (hoje Varanasi, na Índia) a ensinar o darma, isto é, o caminho para o amadurecimento e a libertação de boa parte do sofrimento na vida terrestre. A essa altura, o número de seguidores (discípulos) do budismo já havia crescido bastante, incluindo seu filho e sua esposa. Continuou suas pregações na região norte da Índia por mais 40 anos, até sua morte, convertendo numerosas pessoas e combatendo os brâmanes.
Buda sempre enfatizou que ele não era um deus e que a capacidade de se tornar um buda pertencia ao ser humano, porque este possui grande potencial para a sabedoria e a iluminação, os objetivos do budismo. De acordo com a tradição, suas últimas palavras foram: "Tudo passa. Apliquem-se em buscar a salvação".
                Os ensinamentos de Buda nos lembram de como nosso trabalho pode ser focado em prol da construção e cura de nossa comunidade quando realizado alinhado com a proposta divina e mais ainda, com a proposta de nosso Deus interior. Nos trabalhos com Krishna percorremos os caminhos até criarmos uma conexão com este self divino, com Mabon descobrimos que dentro de cada um de nós existe uma centelha divina, uma estrela, um sol e que podemos nos utilizar desta luz como uma bússola, indicando a direção a seguir.
                Sidarta e Gautama ainda refletem sobre o significado de entrega, compaixão e gratidão, como formas de expressar a energia divina e nutrir a nossa comunidade de maneira a torná-la mais acolhedora e rica, permitindo que a diversidade seja a marca divina e garantindo a cada um a responsabilidade para tornar o mundo um lugar melhor e ainda mais, a responsabilidade pela própria vida, atribuindo o poder de mudança e crescimento a cada um, de maneira igual, com a ajuda de todos, Buda nos ensina a sermos ferramentas de transformação. Um dos primeiros passos para exercermos a nossa divindade através de nossa rotina diária é nos utilizarmos do poder da gratidão. Quando agradecemos ressaltamos para o universo o que temos de melhor em nossa vida, mudamos o foco, o ponto de vista e começamos a reforçar acontecimentos positivos ao nosso redor. Quando aprendemos a trabalhar e usufruir bem do que temos, estamos preparados para receber mais e isso aprendemos através da gratidão. Ao agradecer conseguimos repensar em todas as coisas que tem nos acontecido e selecionar somente as boas, gratidão é um sentimento transformador e contagiante que é desenvolvido através da prática e exercício. Podemos agradecer sempre pelo fato de estarmos vivos, de termos um teto para morar, de termos saúde, oportunidades. Agradecer as coisas obvias, de que tão obvias esquecemos que são dádivas sagradas.
                Outro ensinamento valioso é a compaixão, que é agirmos com-paixão, ou seja, livres de sentimentos de superioridade ou culpa, assumimos as responsabilidades de nossos atos e reconhecemos que cada pessoa é responsável pelos seus e ainda conferimos a cada um o poder de mudar, de se transformar se assim escolher, a compaixão nos transforma em instrumentos divinos, pois acolhemos os sentimentos e situações que nos são mostradas pelos outros sem julgamentos, sem preconceitos e isso incentiva o crescimento de cada um, podemos ser um ouvido amigo, podemos proferir palavras de consolo sem que a pena seja o nosso sentimento norteador. Quando sentimos pena, nos colocamos como superiores em relação a determinada pessoa, quando somos compassivos reconhecemos a divindade em cada ser e por isso somos todos semelhantes e isso transforma a nossa ajuda em uma energia valiosa pois agimos seguindo os princípios de nosso Eu-Divino.
                Compaixão pode ser descrita como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia, que é colocar-se no lugar do outro simbolicamente. A compaixão freqüentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outro ser senescente, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão é freqüentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.

Exercício com Buda – Praticando a Gratidão.

Sentir-se grato é um estado importante no desenvolvimento de uma comunidade saudável e mais ainda, auxilia na saúde física e psíquica de quem o sente e prática, por isso a melhor maneira de sentir-se grato é nomeando pelo que se é grato. Acenda uma vela, um incenso Massala, coloque uma figura de Buda no altar com cores brancas e lilás. Faça um prato com frutas de oferenda e forma de gratidão ao Deus.
Respire fundo e comece a pensar no seu dia, vá selecionando as coisas pelo qual você é grato, comece pelas coisas mais obvias, pelas melhores coisas que te aconteceram no teu dia, passe a pensar na sua semana, pelo que você é grato nesta semana.
Aos poucos, nomeie as coisas que passam despercebidas por serem tão freqüentes, mas que mesmo assim não deixam de ser bênçãos, como o respirar, a saúde, a família, bons amigos, um emprego, oportunidades e etc. Com o tempo você vai perceber que o sentimento de gratidão vai se tornando uma freqüente em sua vida e vai aparecer nos momentos que menos esperar. É transformador e fantástico.

Outro exercício é mais um desafio, que investe na prática espiritual pura, de entrega e serviço, simples, mas muito transformadora. O Desafio dos 39 dias de orações:
Inspirado no programa apresentado no Blog de Brandi Auset:
Orar é uma das mais poderosas ferramentas que alguém pode usar no caminho da felicidade e iluminação. Sem filiação religiosa, a oração pode trazer oportunidades e mudanças magníficas em sua vida, é algo que todas as pessoas espiritualizadas, principalmente os pagãos deveriam voltar a praticar.
Em muitos casos, tendemos a esquecer do poder da oração, indo para as invocações, evocações e/ou rituais complicados e elaborados. De repente, reservar um tempo para conversar com a Deusa e com o Deus e meditar sobre Eles e sua energia se torna mais produtivo do que os rituais. Esquecemo-nos da simplicidade que é sentar-se quieto e agradecer, nós atropelamos o poder da palavra dita quando se leva em conta espalhar energia e amor pelo mundo. E quando você inclui uns minutinhos de devoção em sua vida atarefada, você consegue realmente se comunicar com o Espírito num todo.
Com isso em mente, pensei num novo programa, um desafio. Pelos próximos 39 dias, vamos rezar, de maneira simples, para 39 aspectos diferentes do Divino. Tudo o que você tem que fazer é dedicar-se uma vez ao dia, pelos próximos 39 dias, 3 minutinhos para orar e comungar com o Espírito. Estas orações podem ser feitas sozinhas ou adicionadas a sua prática diária. Elas irão trabalhar com os assuntos mais variados, mas todas irão ativar a mudança e fortalecer sua comunhão e fé em conversar com os Deuses e ser escutado.
Eu aconselho você a tentar recitar cada oração todos os dias no mesmo horário, já que a repetição ajuda a construir uma aura e egrégora positiva, bem como bons hábitos. Se você perder um dia, não se preocupe, não pule esse dia, recite esta oração quando puder então. Caso perca dois ou mais dias, eu aconselho a recomeçar o processo do dia 1.
Esses 39 dias não só irão te ajudar a se conectar com o Divino, como também te ensinarão disciplina espiritual e te conferir um sistema energético que te sustente. Durante este processo não estaremos rezando somente para nós mesmos, mas para nossos amigos, família e até mesmo estranhos, dando suporte espiritual para eles.
Antes de tomar a decisão de iniciar os 39 dias de oração, tenha certeza de que você está pronto para aceitar a grande transformação que estão por vir. Orar diariamente eleva a vibração e faz as coisas acontecerem. E como muitas vezes que a mudança acontece em nossas vidas, nem sempre é legal ou confortável. Antes de nos engajarmos no futuro ou no presente, precisamos nos aceitar no passado e aquelas coisas que não nos servem mais devem ser descartadas e transformadas. Durante o processo você vai poder se encontrar lidando com coisas que tem evitado a muito tempo, ou mesmo passando por um processo de limpeza física, bem como da mente e do espírito. Se as coisas começarem a ficar difíceis para você, lembre-se que você esta trabalhando para o bem maior, e todas as coisas que vem da Deusa e do Deus são bênçãos e lições. Você sempre terá o apoio de seus irmãos e irmãs de caminho, que estão rezando com você.

Dia 1 - Preparação para novos começos - Ore para O Deus Sol que amanhece o dia e para a Deusa lua que em seus ciclos ensina sobre as mudanças da vida.
Dia 2 - Uma oração para Salu, Deusa Mãe dos Planetas que incentiva o crescimento e a prosperidade.
Dia 3 - Uma oração para os Amigos e pessoas queridas.
Dia 4 - Honrando os Ancestrais.
Dia 5 - Para Se conectar com o Verdadeiro Self - Prece para o Deus Krishna/Vishnu
Dia 6 - Honrando o Infinito.
Dia 7 - O poder da Raiva, a Deusa Sekhmet e o Deus Ares.
Dia 8 - Abraçando as coisas boas, O Dagda.
Dia 9 - Agradecendo, uma prece para A Grande Mãe.
Dia 10 - Reconhecendo a prosperidade, uma oração para Lakshimi.
Dia 11 - Refletindo sobre os 10 primeiros dias de orações.
Dia 12 - Curando os conflitos financeiros, uma prece Thor.
Dia 13 - Aterrando o seu poder, conectando-se com a Terra, uma oração para Gaia.
Dia 14 - Alcançando a paz de espírito.
Dia 15 - Reconhecendo o seu Eu verdadeiro.
Dia 16 - Fazendo as escolhas certas, uma prece para Hecate.
Dia 17 - Rendendo-se as Bênçãos Divinas.
Dia 18 - Uma oração para a Humanidade.
Dia 19 - Uma oração pelos bem dos Oceanos, para a Deusa Yemanjá.
Dia 20 - Uma oração pelas Florestas, Orando para Caipora e para o Curupira.
Dia 21 - Uma oração para Gratidão ao Grande Pai e a Grande Mãe.
Dia 22 - Orando para conectar-se com os Deuses.
Dia 23 - Manifestando os Sonhos, uma oração para a Deusa Tecelã.
Dia 24 - Uma prece noturna para os Insights positivos.
Dia 25 - Uma oração com Bons propósitos para alguém próximo a ti.
Dia 26 - Uma prece para os líderes mundiais.
Dia 27 - Uma Oração Matinal, para abençoar o dia que se inicia.
Dia 28 - Compartilhando o amor, uma prece para Aphrodite.
Dia 29 - Uma oração para a Confiança.
Dia 30 - Abençoando o Lar, uma oração para Hestia.
Dia 31 - Alinhando o EU com o Espírito.
Dia 32 - Por um corpo Saudável.
Dia 33 - Para a cura de alguém, uma oração a Belenos.
Dia 34 - Devoção aos Deuses.
Dia 35 - Para a compreensão, uma oração Buda.
Dia 36 - Pra aprender a tolerância e aceitação dos outros como são.
Dia 37 - Aceitando o Amor.
Dia 38 - Libertando a mente e o coração.
Dia 39 - Agradecendo as Bênçãos dos Deuses em sua vida.
Crie suas próprias orações, que sejam sinceras e espontâneas. Pesquise sobre as Deusas e Deuses e inspire-se a mudar e crescer!