terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Lua: O Cálice


O cálice está meio cheio ou meio vazio? A resposta para esta pergunta pode dar direcionamento a vários questionamentos pertinentes a este Arcano. A lua muda, assim como nosso ponto de vista e assim como as nossas emoções, mas como a lua nossos sentimentos podem ocultar tesouros inconscientes e ainda nos orientar o caminho durante a noite escura.
                E assim foi minha semana dA Lua, cheia de desastres emocionais, nem todos ruins e a maioria intensos e impulsivos. A Lua é assim mesmo, tem certo controle sobre nós e como a carta da lua do Deviant Moon pode nos manipular direitinho se não soubermos identificar as causas destes impulsos.
                Os nossos sentimentos, em psicoterapia são a nossa melhor ferramenta para identificar conflitos e nos orientar durante o processo. Em transe são os nossos sentimentos que são a lanterna ao navegar os caminhos interiores. Nossas emoções são nossas aliadas, sempre, tudo o que precisamos saber é que nós controlamos os nossos sentimentos e não deixar que eles nos controlem. Controlar não é o mesmo que reprimir, significa reconhecer o que se está sentindo e se permitir viver este sentimento de maneira saudável, deixar que os sentimentos fluam e mais ainda, nomeá-los.
                Em bruxaria o instrumento mais comum para a água, representante simbólico dos sentimentos, é o cálice. O cálice interno é a nossa capacidade de manter as emoções, de suportá-las, num sentido de dar suporte é o útero, o santo Graal, é como a lua, a entrada para outras realidades. Como o cálice, precisamos ser capazes e manter várias coisas, emoções, situações e tipos de energia.
                A Lua tem como representante o signo de Peixes, um signo aquático e como a água este Arcano é representante de sonhos e visões, insights profundos e ilusões. O fluxo e refluxo das marés emocionais. A Lua representando a Grande Mãe e a água representando o berço da vida, juntas, combinam com a oportunidade de voltarmos aos sentimentos mais primitivos de maternidade para voltarmos regenerados, curados. Mas é um caminhos perigosos, já que nele existem muitas tentações e ilusões. Podemos nos iludir com aquilo que queremos ser, com aquilo que somos, com o conforto das máscaras, com o medo do escuro. Mas a lua é sempre a promessa da mudança, é esperança de que tudo se transformar logo, logo e é também a habilidade de reconhecer os ciclos em que você se encontra neste momento de sua vida.
                Durante a semana da Lua pratiquei um exercício que expandiu a minha capacidade de manter emoções, internalizando o cálice mágico e com ele toda a habilidade de reconhecer meus sentimentos e usá-los a favor de meu progresso.

Respire fundo. Imagine-se como um cálice, um vaso. Qual a sua cor? E qual a sua forma? Você é esguio e delicado, claro, escuro ou translúcido? Respire através de seu coração, abrindo-se, tornando-se receptivo. Imagine a Deusa Estrelar acima de ti, cheia de amor infinito. Nas mãos Dela encontra-se uma tigela, derramando estrelas liquidas, encharcando amor e compaixão. Sinta que esta água é derramada sobre você, como uma cascata. Deixe que esta agua da vida e amor te preencha. Respire mais uma vez e enquanto expira, imagine que você força as barreiras de seu cálice, tornando-as mais amplas. E a Deusa continua a te encher com o líquido divino, sua capacidade de amar e se compassivo aumentam, cada vez mais. Deixe que a água chegue as bordas e derrame-se para a terra, a Deusa continua te preenchendo e o liquido divino se espalha, vazando, escorrendo, encharcando tudo ao redor com amor e criatividade, uma água iluminada. Respire este sentimento, abundante, rico e poderoso.

                As nossas emoções são como A Lua e seguem seus ciclos, mas no final das contas, tudo é um ponto de vista... você vai deixar que as suas emoções te controlem ou vai usá-las para chegar ao cerne da questão?

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