sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Sagrado Masculino




Estamos em um momento decisivo para a nossa existência na terra, não somente do ponto de vista ambiental, e/ou místico, mas num sentido social, de relações. A humanidade a tempos vem se ferindo em nome da ganância, em nome do controle e motivada pela falsa imagem do poder, pela ilusão de controlar e governar.
                Violência, fome, pobreza, miséria, guerra, preconceito e muitas outras coisas, tudo são patologias sociais, conseqüências de uma desarmonia onde o maior conflito se originou no momento em que nos afastamos da natureza, no momento em que nos afastamos de nós mesmos.
                Esta distância no fez esquecer de quanto tudo ao nosso redor é sagrado, quando o mar era uma divindade, as praias não eram poluídas, quando as florestas eram divinas, as matas não eram destruídas de uma maneira desenfreada. Com isso esquecemos o quanto somos sagrados e perdemos o respeito uns com os outros. Os anciões não são mais respeitados, nossas mães e pais são obstáculos, nossos filhos mimados, as mulheres inferiorizadas, os homens supervalorizados, o sexo banalizado, o amor idealizado.
                Na 23ª hora re-surge uma religião antiga, onde a terra é viva, onde tudo ao nosso redor é divino e cada um carrega dentro de si uma centelha divina, um Deus, uma estrela, uma flor mística. Uma religião que re-liga cada um com o natural, uma religião que nos re-liga as nossas responsabilidades e nos re-liga uns aos outros, uma religião de relações e relacionamentos, a Religião da Grande Mãe.
                Denominar uma religião de Matriarcal não significa excluir o masculino, que é uma religião exclusiva das mulheres, muito além disto! Valoriza o poder criativo e transformador, a força de dar a luz e nutrir um mundo melhor, a Mãe Divina é adorada pois é através Dela que surgiu a criação, mas não sem a ajuda de um parceiro. É uma prática espiritual que vem justamente fazer um contraponto ao Patriarcado que com suas idéias e ideais de dominação e repressão nos trouxe até este momento,  é um olhar mais natural ao cotidiano.
                Não sem razão tem existido um movimento intenso e cura das mulheres, para sarar as feridas e resgatá-las dos porões sociais e libertá-las das correntes que lhes foram impostas por crenças que as consideravam impuras e as menosprezam, vistas apenas como um pedaço de carne, um tentador e luxurioso pedaço de carne.
                Mas não estou aqui para falar delas, pois isto já tem sido feito com sucesso e brilhantismo por várias pessoas fantásticas no Brasil e no mundo. Estou aqui para falar das feridas masculinas que muitas vezes são demonizadas e ignoradas.
                Os homens modernos não sabem o que é ser homem hoje em dia. Vivem as custas de um ideal imposto que os priva de desejos e necessidades, estabelece rotas seguras mas idealizadas de comportamento, objetivos vazios e frustrantes. Suas angustias reprimidas são expressas através da violência e do abuso. Refletem nos outros os abusos feitos pela sociedade, opressão, dor e violência.
                Os homens precisam ser curados, sua função divina seu potencial masculino foi reprimido e desviado, suas virtudes foram poluídas e desvirtuadas.
                A cura do homem vem através da Deusa, e o que ela nos mostra? O Deus! Os homens precisam encontrar o Deus, precisam de idéias, modelos, inspirações sadias e fortalecedoras para que ao encontrar a Deusa e seu potencial possa desabrochar e a harmonia possa ser restaurada, em cada um e num todo.
                Por isso em 2012 vou lançar um projeto inspirado diretamente pelo “Oráculo da Deusa” e mais diretamente pelos trabalhos do Sagrado Masculino orientado pelo Gawen Ausar do blog Falo-Sagrado Masculino, a idéia é preparar rituais e exercícios para conectar Deuses a Homens, para repensarmos a masculinidade num campo onde predominam as mulheres, esta idéia vem para mostrar aos homens uma forma de praticar uma espiritualidade focada no Sagrado Feminino sem que se perca a identidade masculina. Um espaço para conversar sobre sexo, família, profissão e diversão, um espaço para se reconstruir. Um trabalho que Dedico a Manannan Mac Lyr, que me apadrinhou neste projeto, um Deus que a tempos venho namorando!
                O Deus se manifesta através de ações, atitudes e auxilia em situações de conflitos internos e externos, fecundando escolhas e derrotando inimigos morais e reais. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O que não tem remédio, remediado está... A Torre!

As vezes é emocional, as vezes é físico, as vezes é aquele clarão espiritual... as vezes é a quebra de uma auto-imagem idealizada ou até a expectativa não cumprida... uma única certeza é a de que nunca, nunquinha é fácil, mas pode ser belo!


      “Uma semente é levada pelos ventos e gentilmente depositada ao chão onde descansa. Dela, uma árvore começa a brotar. Com o passar dos anos, esta árvore cresce – uma muda ingênua e frágil, brilhando com o verde da vida. E a roda gira – Grandiosa e frondosa ela cresce, rumo aos céus, desafiando o paraíso. E os anos correm – ela é a grandeza entre os grandes, cuidadosamente esculpida em tronco vivo e verdes folhas, uma obra-prima natural!
Os pássaros nela fazem ninhos, em galhos acolhedores, alegres e cantando, cheios de músicas inspiradas pelo calor do sol e pelo uivar dos ventos e pelo céu infinitamente azul. Homens e mulheres dormem sobre suas raízes macias como veludo, tecendo sonhos e visões de águas correntes, frescas, pães recém-assados e lares construídos.  Mesmo nos mais rigorosos invernos, suas folhagens, galhos e raízes, tão espessas que se tornam o abrigo perfeito para qualquer viajante, homem ou besta – Um paraíso para qualquer um que passar despercebido. 
E o tempo corre, a roda gira – e ela esteve aqui, desde sempre, assentada e enraizada profundamente na terra.  Seus galhos tocam a abóboda celeste, varrendo estrelas do céu e embalando a lua em constante mutação, suas raízes mergulham no solo, passando por água, lama e magma, envolvendo o centro pulsante da terra, o coração da Grande Mãe que é envolvido pela escuridão da terra. E então, com uma volta inconstante, tão facilmente quanto enfeitou-se a árvore com múltiplas bênçãos, Natureza rescinde seu dom. Uma lança é terrivelmente jogada do céu. O que levou séculos para ser cultivado, incentivado desde uma pequena semente é destruído em um instante, em uma beleza mortal de faíscas e brasas.

A árvore é cortada ao meio.
Queimando com um calor esbranquiçado.
Ela é feita em pedaços.
E a terra treme com a violência do Golpe.”
Stephanie Pui-mun Law e Barbara Moore – The Shadowscapes Tarot, The Tower.

E com A Estrela: Férias!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Esqueletos no armário - O Arcano 15

O Arcano 15, muito conhecido e temido, O Diabo... essa definição, assim como a dO Papa não me deixam confortavel, não sou cristão e por isso não acredito em Diabo ou coisa do tipo. De qualquer forma trabalhar com este Arcano durante uma semana me foi de grande valia. 
Alguns o chamam de Cernnunnos, outros de O Guardião, uns de O Diabo e teve até Hécate. O que eu vivi com este arcano foi um momento chamado Tempo. Um tempo para fazer nada, um tempo para se deliciar na preguiça, um tempo para se entregar aos prazeres da carne, comendo um bom chocolate, sem culpa... Depois de uma longa jornada, depois de todo processo alquímico vivido na temperança é hora de deixar esta mistura fermentar. De todos os textos que eu li, o que mais me chamou a atenção foi o do livro do Wildwood Tarot, que transcrevo a seguir:

"O Guardião.
O Esqueleto esbranquiçado de um grande Urso se mantem sentinela na noite, guardando a entrada de uma caverna. O espírito Guardião da Besta desafia aqueles que entrariam na caverna das memórias ancestrais sem nenhum conhecimento de sua própria natureza escura. Dentro da mandíbula aberta da caverna, repleta de estalactites encontra-se um caminho ainda desconhecido. Seu destino está envolvido em mistério, nenhuma luz brilha para mostrar por onde seguir, O Guardião deve ser encarado e a maestria de seus próprios medos deve ser alcançada.
Através dos séculos, tem existido muita manipulação hipócrita do conceito de "Diabo", por razões políticas, religiosas e pedagógicas, levando a demonização desta dinâmica complexa, da natureza pagã. Mais ainda, a função primaria de um arquétipo destes é a proteção e iniciação, é a ligação do homem com o selvagem, com a natureza e com a fertilidade que algumas vezes é expressada através de ferocidade, êxtase e sexualidade. No entanto o medo intricado pela distorção deste arquétipo continuará conosco por um longo tempo ainda.
O Guardião traz a tona medos irracionais do lodo localizado no íntimo do ser humano, no inconsciente e preenche a alma, ainda tímida de agouros. Ele é carregado com um sentimento inumano e imprevisto, alimentando o medo e o pânico com uma alegria malévola. Mas entre toda essa energia sádica e caótica a sabedoria se esconde juntamente com a coragem e a força. O instinto de sobrevivência, gerado pela luta ou fuga foi aprendido a ser racionalizado, assim como os nossos medos mais obscuros assim com lidamos com os perigos desconhecidos pela luz da racionalização. Quando evoluimos a nossa compreensão do desconhecido percebemos que não existe uma força diabólica por trás dos acontecimentos, muito menos uma energia sobrenatural que é tão assustadora quanto a mente humana. 
O Guardião é assustador, o é pois estamos assustados pelo nosso próprio reflexo, pela nossa sombra e é este o elemento de nós mesmos em que precisamos alcançar a maestria. Muito pode ser alcançado quando encaramos os nossos medos mais profundos, que normalmente nos afastam de nosso verdadeiro potencial, de nossos desejos e instintos mais profundos. Uma vez que isso for vencido, absorvido e utilizado em nosso beneficio, os locais mais escuros e mais desafiadores em que O Guardião nos impede de ir, poderão ser encarados sem medo, com bravura."

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Repensando a Roda do Ano: Litha.


                Chegamos a mais um solstício, o ápice do sol refletido na duração dos dias. Conforme os dias se estendem nossa vitalidade cresce, nossa vontade, nossa disposição aumenta, ficamos mais bem animados. Junto com isso o calor aumenta, é a energia se intensificando. O sol tem uma influencia muito interessante sobre a vida na terra, é símbolo de vitalidade e ao mesmo tempo dos ciclos, pois é através de sua trajetória que as estações se definem e foi através de sua rota durante o dia que os primeiros relógios foram baseados e até hoje a nossa marcação de tempo é baseada em seu trajeto.
                O sol é o símbolo maior do fogo, seu calor nutre, sua luz ilumina e sua influencia para nosso ambiente é tão benéfica quanto devastadora. O sol nos lembra de que devemos cuidar dos excessos, contém em si a semente da destruição. A vegetação muito exposta aos seus raios, seca, os animais se queimam, os seres humanos adoecem. Justamente neste festival, marcado por volta do dia 21 de dezembro que temos a oportunidade de celebrar ambos estes aspectos. O sol nos mostra que tudo tem um limite, que existe um ponto seguro até onde as coisas podem crescer, até onde a energia pode se expandir e conseqüentemente qual o momento oportuno de mudar o ponto de vista, a estratégia e a nossa posição no ambiente.
                Litha como um festival de fogo nos remete a ações que promovam a expansão de nossa comunidade, a prática de rituais e de meditações, já que o fogo é um símbolo de nossa centelha divina, é durante este momento que devemos aproveitar a energia do sol para trabalhos mágicos. As plantas estão com suas energias no pico, nós estamos sintonizados com este auge e podemos direcionar nossos objetivos para aquilo que precisa de força e motivação. Trabalhos para proteção, cura, oráculos tem maior eficácia quando focados nos poderes do sol.
                Mas como tudo que sobe tem que descer e como diz o ditado popular “Uma lâmpada brilha ao máximo antes de se apagar” este também é o momento de se trabalhar com aquilo que desejamos expurgar, banir, diminuir, purificar. Como diz Starhawk “Aquele que não sabe amaldiçoar, não sabe curar” e eu continuo dizendo que aquele que não sabe curar não sabe amaldiçoar. Esta é uma máxima preciosa da arte, que reflete os poderes do Sol e do Fogo. Devemos ter consciência da energia que temos ao nosso redor e saber que não podemos controlá-la, nos resta então saber manejá-la da melhor maneira possível.  O fogo serve para cozinhar, iluminar, aquecer e movimentar, bem como para queimar, destruir e escurecer, tudo depende de como o manejamos.
                Aproveite este momento para ver como a energia ao seu redor se movimenta. Em nossa cultura estamos perto do “final do ano” um momento oportuno para utilizarmos os poderes do fogo para queimar o que não queremos mais e cozinhar aquilo que queremos que nos alimente nesta próxima etapa. É um momento também de confraternização, de espalhar o amor e carinho para aqueles que estão mais próximos de nós, de refletirmos sobre onde investimos nossa energia e em que estamos dispostos a investi-la no próximo ciclo. É tempo de acendermos fogueiras e observarmos o fogo e seus movimentos, é tempo de dançar, curtir o corpo e o que nos dá força, vitalidade e energia, de honrar os Deuses e os Espíritos, pois eles representam os mistérios que animam a vida ao redor.Honrem essa força que se que move através de vocês, em vocês e por vocês, façam seus rituais e feitiços, aproveitem a potência do Sol para despertarem o Sol interior em cada um. Se conectem com a energia de cada coisa ao seu redor, reconhecendo a divina presença em cada ser. Abra seus sentidos, que seus olhos possam ver com mais clareza, que outros planos e pontos de vista possam lhe ser apresentados. Que seus ouvidos possam escutar a sinfonia dos planetas o canto de vida e morte da Grande Mãe, que eles possam escutar melhor o que o outro tem a dizer. Que seu paladar aumente e perceba os sabores que a vida lhe trás e mais, que você possa saborear os prazeres de existir. Que sua pele sinta prazer com cada toque, com a leve brisa do ar, com a luz do sol tocando a sua pele e com isso você sinta a presença divina ao seu redor, a presença divina dentro de você.
                Em Litha abra espaço para o seu self divino se manifestar, coloque-se em harmonia com o propósito divino e peça para os Deuses te auxiliarem a realizar o trabalho do seu Deus interior com integridade e harmonia. O que te motiva a continuar? 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Aguando o Vinho, práticas com a Temperança.


Temperança, sempre achei esse Arcano meio sem sal acredita? Não conseguia captar a mensagem de ser moderado ou mesmo de saber medir ações e blá blá blá, existe algo em mim que gosta de ser impulsivo, desregrado e inconsequente. Temperança é para os anjos, como aquele que fica jogando água de um copo para o outro.... e eu não sou um, sou um ser humano!

Uma vez a cada lua azul esse Eu bad boy vem a tona, sigo a risca o lema "meninos bons vão para o céu, os meninos maus vão para onde querem..." e bem, sincronicidade ou não, na minha semana da temperança eu resolvi soltar os freios e pisar no acelerador! Resultado? Aprendi um pouco mais sobre este Arcano!
Minha idéia inicial era cozinhar para trabalhar com esta carta, afinal de contas Temperança, temperos, dosar, cozinhar tem tudo a ver com essa energia. Pensei, pensei e vi que podia ser melhor! Já que tem um Anjo trocando água de copos, resolvi preparar uns "Bons Drink"! Foi um baile de Green Dragon, Sex on the Beach, Marguerita e claro os tradicionais: Tequila (Black e Oro) e muito Absinto! Incorporei a energia Sagitariana e resolvi me aventurar, curtir a festa com meus grandes amigos sem preocupações!
Acontece que eu, obviamente (e claramente, contando o numero e drinks que eu tomei) passei way over meus limites! Foi divertido, as partes que eu lembro...
Acontece que eu tirei grandes lições sobre saber "temperar" meu comportamento, sobre beber com moderação e sobre como é importante reconhecer meus limites! Temperança tem um pouco disto, de aguar o vinho, de ir com calma, saber o momento certo de cada coisa, é Sagitário, aquele com a mira precisa, aquele que balanceia sua metade animal com a metade humana. A Temperança ainda me lembra muito comida, mas isso já tá batido! Então vou lançar a receita de Marguerita, por que o certo não é deixar de beber e sim beber com moderação!


Marguerita:
Esfregue a fatia de limão na borda de uma taça, coloque sal espalhado em um prato e encoste a borda da taça no prato para fazer a crosta de sal na taça. Coloque em uma coqueteleira o suco de limão, licor, tequila e cubos de gelo. Agite bem e despeje na taça eliminando as pedras de gelo.
Voilá
Aproveitem!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pirâmide do Poder: Manifestar.


Chegamos ao fim de mais uma etapa de treinamento mágico, baseado na estruturação elementar; lapidamos nosso corpo, mente, emoções e espírito. Agora chega a hora de unir tudo isso em prol do trabalho do seu Deus interior. Na tradição Feri acreditamos que o nosso ser se divida em basicamente quatro partes, somos corpo, somos Fetch, somos o Self Discursivo e somos centelha divina. Isso nos coloca em vários ângulos de prática muito interessantes, onde o primeiro deles é que o corpo não está alheio a espiritualidade e de que a nossa alma engloba a nossa estrutura física bem como a materialidade ao nosso redor. Podemos perceber ainda que somos muito mais do que podemos ver e ainda, que somos ativos em nossa esfera divina. 
O propósito desta etapa da pirâmide é colocar em ação tudo o que temos praticado para realizarmos o nosso trabalho divino em harmonia com a proposta divina maior. Durante este mês faremos práticas mais focadas na espiritualidade.

Primeira semana: Continue se exercitando, respirando de maneira consciente, abençoando a água e praticando o silêncio em sua rotina diária. Isso vai se estender ao longo de sua prática espiritual e que continue enquanto for saudável para você mesmo e para sua prática. É importante incorporar esses elementos a sua rotina, você vai perceber que leva menos de um minuto e é fundamental para te conectar com o seu eu divino durante o seu dia, o que faz toda a diferença. Além destas práticas vamos buscar alinhar nossos centros energéticos, nossos chakras. Todos os dias, pela manhã de preferência, faça o exercício da árvore da vida:
“Concentre-se e centre-se. inspire profunda e lentamente, relaxando cada músculo do seu corpo, inspire e expire, cada vez mais relaxado.
Foque sua atenção na sola de seus pés, ou se estiver sentado, foque-se no cóccix, onde o corpo se apóia na terra. Sinta o pulsa da energia, sinta vibrar, concentre-se em direcionar sua energia para este ponto. Quando se sentir pronto, lance essa carga energética para o solo, criando raízes que vão da superfície da terra ate o seu centro, veja as camadas, sinta os lençóis freaticos, afunde-se cada vez mais ate chegar no núcleo do planeta, quente, o magma, intenso. Mantenha a sua atenção neste ponto por uns instantes.
Agora, sugue através de suas raízes a energia abundante deste centro da terra, traga  essa força ate a base de sua coluna. Visualize a cor vermelha, entoe o seu mantra (LAM). Concentre-se  neste ponto e deixe a energia da terra ativar a energia deste chakra e limpar os nadis, sinta a energia fervente da terra subindo pelas suas pernas e estimulando cada centro energético, limpando e movimentando o que está estagnado ate chegar no chakra básico. Fique neste estado por alguns minutos e continue entoando o mantra algumas vezes, pelo menos sete vezes e então siga para o chakra sacro/sexual.
Puxe a energia da terra ate a altura do chakra sacro, aproximadamente quatro dedos abaixo do umbigo e visualize a cor laranja, e entoe o seu mantra pelo menos sete vezes (VAM), sentindo a energia quente movimentar o seu centro  energético, ativan-do e purificando. Siga então para o chakra do plexo solar.
Traga a energia da terra ate o chakra do plexo solar, aproximadamente quatro dedos acima do umbigo e visualize a cor amarela, e entoe o seu mantra pelo menos sete vezes (RAM). Após isso, siga para o próximo chakra, o cardíaco.
Sugue a energia da terra, mantendo o foco em sua respiração e direcione-a até o chakra cardíaco, no centro do seu peito, visualizando as cores verde, dourado e rosa, entoe o seu mantra pelo menos sete vezes (YAM). Prossiga para o próximo chakra, o laríngeo.
Repita todo o processo de trazer a energia da terra e direcione-a para a garganta, o local do chakra laríngeo. Deixe a energia agir no local, visualize a cor azul-claro, e entoe o seu mantra pelo menos sete vezes. (HAM - pronuncia como o som de caRRo) Siga para o próximo chakra.
Traga a energia da terra ate o centro de sua testa, local do chakra frontal e deixe a energia agir. Visualize a cor azul-anil e violeta, e entoe o seu mantra pelo menos 7 vezes (OM) e então prossiga para o próximo e ultimo chakra, o coronário.
Direcione a energia da terra ate o alto de sua cabeça, e no caminho passe por cada chakra e entoe o seu mantra uma vez, visualizando a respectiva cor ateh chegar no alto da cabeca. (LAM, VAM, RAM, YAM, HAM, OM) Agora deixe a energia agir e visualize todas as cores dos chakras anteriores, entoando os seus respectivos mantras. Ao final visualize a cor branca e entoe o mantra OM por pelo menos sete vezes.
Apos todos os chakras terem sido ativados, traga a energia da terra novamente ate o topo de sua cabeça e como os galhos de uma arvore, deixe que que toquem o chão, formando um ciclo, sugue a energia da terra, leve-a ate o topo da cabeça e derrame-a na terra através dos galhos energéticos que saem de seu coronário e tocam o solo. Fique nesse movimento por uns instantes, sempre prestando atenção na respiração. Inspire: sugue a energia. Expire: devolva a energia. Sinta a sua vibração aumentar, seu corpo vibrar e somente então inspire profundamente contanto mentalmente ate sete, segure por 7 segundos e expire contando mentalmente ate 7 (respiração 7/7/7). Ao segurar e expirar visualize sua aura se expandindo. Faca isso por sete vezes. E expanda a sua aura o máximo que puder neste tempo. Sinta-a como parte de você, que de acordo com sua vontade e visualização, ela se expande ou se contrai. 
E então, após todo este processo, respire fundo e devolve todo o excesso de energia do seu corpo para a terra, agradecendo as bênçãos para o seu corpo e espírito.

Segunda semana: Você vai realizar uma meditação simples, baseada em seus movimentos respiratórios e visualização. Sentado em uma posição confortável mentalize acima de sua cabeça o símbolo do infinito um “8” deitado, brilhante e vivo, pulsante. Este é o seu Self-Divino. Inspire pelo topo de sua cabeça a energia que emana deste símbolo até a altura de seu coração. Essa energia se mescla com o oxigênio em seus pulmões e é transportada para todo o seu corpo, te colocando em harmonia com o trabalho de seu Deus interior. Ao finalizar diga em voz alta: “Que com a orientação dos Deuses eu possa realizar o meu trabalho divino no dia de hoje! Namastê!”

Terceira semana: Durante esta semana você vai realizar um exercício mágico e muito potente, eu tirei esta prática do livro “Evolutionary Witchcraft” da T. Thorn Coyle. Dançando o Sol e Dançando a Lua. Durante um dia de sol, vá a até um local aberto, onde você se sinta confortável. Inspire a luz solar por todos os seus poros, mantenha essa força dentro de ti, sinta como o sol se movimenta em seu corpo, animando o seu espírito, veja seu corpo brilhar, repita essa operação por alguns minutos, até estar transbordando de energia solar, até sentir que por seus poros a energia se expande, vibra e flui. Dance esta energia (se não se sentir confortável em fazer isso no local onde está, leve a energia até um local mais privado.) dance o sol que há em ti, deixe que essa energia te conduza numa valsa mágica e cósmica. Ao fim, respire essa energia de volta para o sol, agradeça as bênçãos e renove-se. Faça o mesmo exercício com a lua. Está é a primeira etapa de quem pretende trabalhar com oráculos, puxar o sol e a lua durante rituais. 

Quarta semana: Nesta semana você vai se conectar com o divino ao seu redor e com divindades que você tem mais afinidade. Primeiramente vá a um lugar onde exista natureza em seu aspecto mais puro, um bosque, um parque, um vale e comece reconhecendo a divindade imanente, que existe em tudo e em todos. Encontra uma árvore, uma planta, uma pedra e através do seu self-divino, conecte-se com o self-divino deste ser, peça com gentileza que ele se apresente, que te mostre as coisas do seu ponto de vista, curta essa momento.
Para se conectar com uma divindade específica, escolha em seu altar alguma representação da mesma, pode ser uma concha, uma planta, uma estatua ou algo do gênero. Comece respirando lenta e profundamente, se conectando com o aqui e agora, com si mesmo e com seu self-divino. Peça que a divindade se apresente a você, que te toque com suas bênçãos, não espere nada desta divindade, apenas curta esse momento a dois, diga seu nome, se apresente, quando sentir que é a hora, despeça-se e agradeça por este encontro.
Com isso damos fim a 5 meses de treinamento intenso, em seu diário note como você cresceu, em que se transformou. O que mudou? O que continua o mesmo? Procure outros treinamentos para manter-se em movimento, crie uma rotina espiritual saudável. Se até este ponto você ainda não desenvolveu hábitos de práticas espirituais, volte ao inicio de deste treinamento e de o melhor de si. Agora vá e transforme o mundo ao seu redor. As coisas mudam quando a gente muda.
Namastê!