sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Tarot e seus rituais.



Trabalhar com o tarot é sempre uma coisa muito intima, algo muito pessoal e de extrema confiança. É durante uma consulta que você tem acesso a informações muito importantes sobre a vida de uma pessoa e a vida de você mesmo, por isso eu percebo como necessário criar alguns rituais para separar momentos. A leitura de tarot é um momento de introspecção, de entrega e intimidade é tirar um tempo para pensar em você, no que você busca e quais são os seus conflitos.

Então, os meus rituais não são muitos, quando eu tiro para mim mesmo eu me rodeio de livros, sou uma pessoa muito intelectual então eu adoro pontos de vista, pego as minhas antigas anotações sobre os arcanos, letras de musica e tudo que possa me garantir uma leitura rica. Concentro e centro, faço uma oração ou para Gaia (quando eu busco conselhos, faço tiragem sobre situações obscuras, etc) ou para Apollo (quando eu busco esclarecimentos sobre uma situação, lançar uma luz no futuro e etc) ou para Ambos, quando eu quero verificar tudo isso junto ou quando eu quero somente honrar ambos em minhas tiradas. É uma forma devocional, já que ambos são Deuses proféticos. Quando eu estou tirando para outra pessoa eu inicio com uma prece a Hera, já que pra Ela que dedico os meus trabalhos sacerdotais e Ela também é uma Deusa profética.

Na parte prática eu não tenho muita enrolação, embaralho bem as cartas, só não me sinto a vontade quando eu “sem querer” vejo alguma carta do monte, então eu embaralho novamente. Quando uma carta “Pula” durante o momento de embaralhar, eu valorizo essa carta e coloco-a como um aviso. Então eu peço para a pessoa segurar um pouco o Deck enquanto me conta um pouco do que está acontecendo, o que busca com as cartas e juntos lapidamos a questão. Uma resposta clara e objetiva exige uma pergunta clara e objetiva. Para outras pessoas eu faço uma tirada geral, ou inicio a jogada com a Carta Natal da pessoa. É o quebra-gelo. Faço quantas tiradas forem preciso e ao final junto as cartas e sopro elas, para não ficar nenhuma energia estagnada no Deck, não ficar nenhum resquício da energia da pessoa ou da energia da jogada. Eu gosto de abraçar as pessoas que vem tirar o tarot comigo, acho que essa troca é valorosa, é rica e é uma forma de agradecer pela confiança e purificar todo o sentimento ao redor com amor.

Bom, não tenho anos de experiências, mas acredito que os rituais são importantes em determinados momentos, quando queremos gerar determinadas energias. Eu lembro de uma vez que fiz uma tirada num ritual de Apollo, a energia e os rituais envolvendo o tarot foram outras, foram para canalizar a Energia deste Deus e ser naquele momento o melhor instrumento e oráculo que eu conseguir ser.

Meu primeiro Post coletivo o/

Namastê.

2 comentários:

  1. Que texto belo e agradável, Bruno... Confesso que o tarot também é uma paixão pra mim, mas tenho que voltar a desenvolver esse lado, digamos, "social" do tarot. Depois que comecei a jogar, joguei de graça pra muitas pessoas, e muitas jogadas seguidas, uma seguindo atrás da outra. Isso me cansou, me estressou muito e hoje só jogo ele pra mim mesmo. Qualquer pensamento de ter que jogar o tarot pra outra pessoa, já me sinto cansado.

    Com o seu texto, inspirador como o próprio Apolo, vou repensar um pouco sobre essa situação...

    Abraços!

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  2. Cartas pulante são para mim também muito interessantes!

    Obrigada pela participação querido!

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