quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Eremita: Tesouros


A semana do Eremita passou e com ela muitas coisas aconteceram. Procedendo A Força, o momento de desbravar e enfrentar medos, angustias e inseguranças, vem o momento da calmaria. Sim, “Depois da tempestade vem a calmaria”, mas não do tipo que você pode relaxar e aproveitar o momento, e sim uma calmaria que vem para deixar vir a tona o que ainda precisa ser revisto e pensado. O Eremita é ligado ao signo de Virgem, um signo de terra, e uma das ligações que eu faço com essa carta é a idéia de tempo, o tempo para deixar vir a tona. Uma discussão interessante sobre os símbolos dO Eremita aconteceu no Blog da Pietra, sobre ampulhetas e lanternas.

O momento dO Eremita para mim foi intenso, de uma forma diferente, como se algo em mim mesmo estivesse me sugando, para dentro, em espiral, foi um tempo de cavar por meus próprios tesouros e desbravar a caverna que é a minha própria companhia. Foi engraçado, ficar tão silencioso e ter uma tendência a não se relacionar a ponto de pensar “Gente, como essa pessoa fala!”, pareceu que todo mundo resolveu vir me contar coisas das quais eu não dava a mínima. Na verdade eu estava ocupado demais falando comigo mesmo.


Um dos simbolismos mais lindos deste Arcano é a lanterna. Barbara Moore no Shadowscapes Tarot escreve que “a lanterna é feita de uma estrela e ela sabe o caminho de casa” fazendo uma alusão a centelha divina dentro de nós, um conselho de que para acharmos o que procuramos devemos nos voltar para dentro, para nosso intimo e deixar brotar a resposta.

No Tarot de Thot a personagem olha para uma serpente envolvendo o universo. Uau, que símbolo mais rico esse, não? Eu me permitir observar este desenho por alguns momentos, deixei os sentimentos fluírem e virem a tona, é lindo ver que essa carta se encontra diante de um portal de vida e morte, é reinventar-se, renascer depois de ter enfrentado o leão.

A idéia de procurar respostas está implícita em muitas representações deste Arcano, o que me leva a refletir que para encontrar as respostas, devem vir os questionamentos. E que questionamentos essa energia traz! Questionamento com “Q” maiúsculo. O Eremita portanto é o símbolo das equivalências, busca o que já tem, a medida que se afasta vai se aproximando e acaba se vendo a meio caminho de lugar nenhum, e sim, acho que O Eremita é aquele tremor que nos mostra os jogos que fazemos para esconder as angustias de saber que estamos indo rápido de mais a lugar algum.


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